Nas entrevistas e no depoimento que prestou aos parlamentares, na Câmara dos Deputados, o colega Glenn Greenwald deu verdadeiras aulas de jornalismo. A base de tudo é a independência do nosso trabalho e o compromisso em informar assuntos de interesse da sociedade, sobretudo aqueles que atinjam os poderosos, que escondem seus atividades escusas nas sombras.

O papel do jornalismo é jogar luz sobre os fatos e as suas diferentes versões, oferecendo ao leitor, ouvinte, telespectador ou interespectador elementos suficientes para que ele próprio tire suas conclusões, doa a quem doer.

Checar a informação, ouvir o maior número de versões possível, extrair o que de mais importante e contraditório exista sobre os acontecimentos é o trabalho do jornalista.

Foi nas aulas do mestre Nilson Lage, na Escola de Comunicação da UFRJ, que entendi nosso papel e compreendi que o jornalismo, em certa medida, segue a lógica do materialismo dialético de Marx e Engels. Por isso o que produzimos é “matéria”, baseada em fatos concretos.

No entanto, apesar de concreto, o fato pode ser interpretado de diferentes formas, nos obrigando a ouvir os relatos e versões de testemunhas e analistas, quase sempre com leituras de mundo diferentes ou opostas. O que para um representa X, para outro representa Y.

O conflito entre as versões para um mesmo FATO gera o que vulgarmente se pode resumir na equação VERSÃO 1 X VERSÃO 2 = CONCLUSÃO. Esta equação tem semelhança evidente com a da TESE X ANTÍTESE = SÍNTESE, uma simplificação da filosofia marxista.

 

O jornalismo chapa branca é sempre medíocre

Ao usar o método da apuração independente o jornalista ajuda a sociedade a compreender os acontecimentos e a se posicionar sobre eles. Ou seja, o jornalismo é uma mola propulsora do debate e, portanto, da democracia. Só uma sociedade informada pode tomar decisões maduras.

Por isso, em geral as elites e os governantes odeiam o jornalismo, como enfatizou Glenn na Câmara dos Deputados. Para isso contribui decisivamente o sigilo sobre a fonte das informações, assegurado no Artigo 5, Inciso XIV da Constituição brasileira.

Mas não só as classes dominantes olham com desconfiança o trabalho do jornalista e da imprensa independente. Também na esquerda há os que, contrariando a dialética marxista, preferem um jornalismo de um lado só, arvorando-se ao papel de porta-vozes dos “fracos e oprimidos”.

Sem debate, sem polêmica, sem choque de ideais, sem dar voz aos diversos segmentos da sociedade não há jornalismo. Muitos dos que hoje aplaudem Glenn Greenwald e o trabalho de sua equipe sempre preferiram a passividades dos blogs dos amigos do poder e jamais questionaram a farta distribuição de verbas publicitárias para a mídia empresarial, sem enfrentá-la, durante os governos do PT.

As experiências de socialismo de caserna levaram a tentativas de manter povos sob a orientação de um partido, o que representa o congelamento da circulação da informação, uma ameaça à democracia e ao debate de ideias, questões fundamentais para o avanço civilizatório da humanidade. Uma sociedade superior ao “capitalismo financeirizado” só poderá prosperar com mais democracia, porque nesta etapa a democracia é uma ameaça ao próprio sistema.

 

Por que o sistema se choca com o Intercept Brasil?

Com o advento das Organizações Globo, a partir da ditadura de 1964, o jornalismo brasileiro passou a ser propositalmente confundido com espetáculo. O trabalho da reportagem deixou de ser o mais importante, atropelado pelas opiniões, piadinhas e considerações dos “âncoras”. Os fatos são jogados, não apurados. Não há versões e nem opiniões diferentes em debate, mas a exclusão escandalosa dos que de alguma forma contestam a ordem e o sistema.

Foi o que assistimos durante a Operação Lava-Jato, na qual a Globo – porta-voz das classes dominantes – foi parte integrante de um esquema de justiçamento seletivo, a partir de denúncias de corrupção todos os dias estampadas em manchetes sensacionalistas.

Como máquina de propaganda que cobre o território nacional e entra todos os dias nos lares dos brasileiros, as Organizações Globo agora tentam, desesperadamente, desqualificar o trabalho dos colegas do pequeno e corajoso Intercept Brasil. Numa tática inteligente, Glenn e seus colegas buscam parcerias na própria mídia empresarial para ampliar o raio de alcance de suas reportagens, sobre o conluio produzido por procuradores e o juiz da Lava-Jato.

 

É só jornalismo

É evidente que a cumplicidade de promotores públicos e juiz – “com o STF, com tudo” – foi parte de um projeto das classes dominantes de surrupiar o governo para a implantação de reformas mais duras, que o PT e seus aliados não pretendiam impor de forma integral à sociedade. O resultado foi a mediocridade do governo Temer e a truculência desvairada do governo Bolsonaro, cujo objetivo é desmontar o que restou do Estado brasileiro e impor a reforma da Previdência.

Só o que já foi publicado é suficiente para desmontar o esquema da Lava-Jato, propositalmente confundida com “combate à corrupção”. Na verdade, uma operação seletiva, que teve como propósito retirar o ex-presidente Lula do cenário político, condenando-o a chefe de uma “organização criminosa”.

Muitos criticam Glenn e sua equipe de estarem criando um sistema de informações em conta-gotas, que deixaria o país refém de suas publicações. Na verdade, o que o Intercept Brasil está fazendo é apenas o trabalho de apuração profissional do material recebido, o que a maioria da mídia empresarial despreza. É só jornalismo, algo vital para o exercício da democracia.

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As revelações das conversas entre juiz e promotores pelo sitio de notícias Intercept Brasil, via Telegram, colocam em xeque o papel da mídia e do profissional de imprensa em nosso país. Nos últimos anos nos acostumamos a consumir um jornalismo de espetáculo, baseado em versões e disputa de narrativas.

O jornalismo foi rebaixado à condição de promotor de espetáculos e os jornalistas a comentaristas, via de regra a serviço da linha editorial do órgão para os quais trabalham. Inverteu-se por completo a função da imprensa, qual seja a de noticiar fatos de interesse geral da sociedade, narrando os acontecimentos e ouvindo as diversas partes envolvidas.

Em vez disso passamos a ter muita manchetes, fotos, imagens e infográficos, e poucos fatos que serviriam de ponto de partida para as matérias. Sim, matéria, porque o fundamental do jornalismo é a materialidade dos fatos e não o que o repórter ou editor pensam deles.

A coisa é tão escandalosa que temos repórteres que se arvoram a economistas, juristas, analistas internacionais e até a paladinos da justiça, esgrimindo teses e considerações a respeito de acontecimentos. Alguém precisa explicar a essas figuras patéticas que é justamente para isso que os veículos de comunicação contam com seus editorialistas.

Para alimentar o debate sobre os temas noticiados podem ser ouvidos analistas devidamente capacitados a fazê-lo, com versões contraditórias, e não os chamados “especialistas” de rabo preso, pinçados a dedo para confirmar o que pensa a direção da emissora, omitindo-se o currículo e os interesses dessas figuras.

Os colegas do Intercept Brasil não são paladinos de nada, nem porta-vozes de ninguém. Eles estão apenas exercendo o trabalho do jornalista, qual seja o de levar à sociedade fatos que chegaram ao seu conhecimento e que são de interesse público.

Para isso firmaram um compromisso ético que é próprio da profissão, o de preservar as conversas sobre assuntos estritamente pessoais entre os interlocutores, ainda que seja estranha a existência de qualquer diálogo entre promotor e juiz.

Aos que condenam a preservação da fonte que repassou os diálogos entre o senhor Sérgio Moro e os procuradores do MPF ao Intercept Brasil, cabe lembrar que ela está prevista na Constituição brasileira (Artigo 5º, parágrafo XIV).

Ao jornalista cabe reportar um acontecimento ao público (daí a expressão repórter), seja ele um atropelamento, um assassinato, uma votação no parlamento, uma manifestação popular. Para ilustrar a matéria é seu dever ouvir as partes em conflito e suas justificativas, deixando ao leitor, ouvinte, telespectador ou interespectador o papel de tirar suas conclusões sobre o ocorrido.

Via de regra diversos jornalistas – e eu me incluo aí – são alçados à condição de debatedores convidados em programas de rádio, TV e na internet. É evidente que nesta função podem e devem opinar, mas ainda assim devem fazê-lo sempre procurando se ater aos fatos que vão debater.

Quando o profissional de imprensa passa a subordinar o exercício da profissão ao que seu patrão deseja, deixa de ser jornalista e de fazer jornalismo, passando ao papel de porta-voz de opiniões ou bajulador de plantão. E isso se torna mais grave quando as fontes oficiais e poderosas (governantes, empresários, economistas do “mercado”, etc) passam a ser as únicas a serem consultadas ou levadas em consideração.

O caso dos diálogos entre membros da Operação Lava-Jato, publicados pelo Intercept Brasil, revelam a falta de credibilidade da mídia empresarial brasileira. Não por acaso a fonte que repassou os diálogos impróprios e ilegais de Sérgio Moro e os promotores do MPF, escolheu um sítio independente e o colega Glenn Grennwald para entregar o conteúdo das trocas de mensagens.

Seja por terem adotado uma linha editorial francamente favorável aos paladinos da Justiça da Lava-Jato, obtendo informações e gravações de grampos ilegais, seja pelos interesses políticos e econômicos inconfessáveis, a mídia empresarial brasileira está contra a parede. Sua resposta: tentar desacreditar a fonte e até o veículo que está publicando os diálogos que desmontam a pretensa imparcialidade da Justiça no caso Lula.

A mídia empresarial brasileira – com exceções que só confirmam a regra – abandonou o jornalismo para se dedicar a defender interesses privados, aos quais ela está ligada ou subordinada. A isso se pode chamar de jornalixo e aos que tomam parte deste espetáculo de porta-vozes da ilusão. Não espanta que estejam perdendo audiência e credibilidade a cada dia que passa.

O Atlas da Violência no Brasil (Ipea/FBSP – versão 2019) traz dados estarrecedores, referentes ao ano de 2017, que dão a dimensão da tragédia e o custo social dos erros e omissões que as elites cometeram e teimam em seguir cometendo. Foram 65.602 homicídios, três mil a mais que em 2016, numa escalada crescente desde 1979.

São números que impressionam, só pelo fato de o Brasil ter se tornado o campeão mundial de homicídios, a grande maioria por arma de fogo. Aqui morre mais gente que em territórios com guerras e conflitos internos, como no Iraque, Afeganistão ou Síria.

As maiores vítimas: 91% são homens, na maioria jovens (55% entre 15 a 29 anos) mestiços (64,6%) e negros (8,5%). Cabe destacar que 76,9% dos homicídios ocorrem por armas de fogo. De acordo com o Atlas, esse índice poderia ser até 12% maior, não fosse o Estatuto do Desarmamento.

Outro fato a observar é a crescente onda de violência e assassinatos contra a mulher, praticada por maridos, companheiros, namorados e ex, que se arvoram a tirar as vidas de suas parceiras simplesmente por ciúmes, na maioria das vezes. Dos 8% de homicídios praticados conta mulheres, cerca de 40% aconteceram dentro das residências das próprias vítimas, o que dá entender que a taxa de feminicídio é elevada.

O interessante é que os dados da pesquisa reafirmam a nossa pirâmide social desde os tempos do Brasil colônia:

1 – No topo estão homens brancos e ricos que exploram, desprezam e que usam da força bruta – através do destacamento policial – contra homens negros, além de praticar a violência sexual contra as mulheres negras e oprimir suas esposas brancas.

2 – Mulheres brancas vêm abaixo, igualmente desprezando os homens negros, explorando e maltratando as mulheres negras. Sua frustração com a opressão que sempre sofreram de seus pares são descarregadas em forma de ódio, preconceito e uma ponta de ciúmes sobre as “criadas”, muitas vezes assediadas pelos seus maridos.

3 – Ainda mais abaixo estão os homens negros, que também maltratam e violentam as mulheres negras. Com formação escolar baixíssima, se ocupam de atividades profissionais que muitas vezes exigem mais a força do que capacidade intelectual. Ganham em média menos que as mulheres brancas.

4 – Abaixo de todos estão as mulheres negras, a maioria sem instrução suficiente, mães solteiras que também são “pais”, que cuidam da casa e dos filhos, com subempregos e que ocupam os postos mais mal remunerados.

Como essa pirâmide não foi abalada e nem invertida ao longo de cinco séculos, mesmo com a abolição da escravatura (a última que aconteceu no mundo), os resultados da violência não poderiam ser diferentes. O mais grave é que esses números mostram o comprometimento da juventude, preço muito alto para qualquer sociedade.

Os números da violência no Brasil de 2017 mostram um país mergulhado na barbárie, tomado por inúmeros focos e organizações criminosas, incapaz de resolver suas diferenças no diálogo e na construção de códigos aceitos e respeitados por todos.

Das discussões em botequins aos bate-bocas entre vizinhos, dos problemas no trânsito aos ciúmes entre casais, das briguinhas entre colegiais às questões mais banais, tudo se “resolve” pela força bruta, pelo enfrentamento físico (Cerca de 20% dos homicídios decorrem dessas desavenças banais). Uma demonstração de que aqui prevalece a lei do mais forte.

Esse é o resultado de duas vertentes: 1 – A incapacidade das classes dominantes em ceder e oferecer mínimas condições para as massas populares empobrecidas viverem com dignidade. Aqui nem o Estado de Bem-Estar Social foi alcançado; 2 – Uma sociedade sem Educação, em casa e nas escolas, onde o exemplo é a ignorância, a violência, o machismo e o abandono da juventude.

É evidente que a desigualdade, a ignorância e a exclusão social são combustíveis que alimentam o fogaréu da violência e das elevadas taxas de homicídios no Brasil. Seguir com políticas econômicas excludentes, com desemprego em massa e baixíssimos salários, e ainda incentivar o porte e a posse de armas é atirar mais lenha nessa fogueira.

Confira a íntegra do estudo:

http://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/

Jogar futebol profissional no Brasil sempre foi um meio de fugir da pobreza, é certo. No entanto, há algo que o destino cobra, mais cedo ou mais tarde: formação. O problema de Neymar Junior não está no futebol, ao contrário, mas na incapacidade de lidar com o mundo e com a imagem de figura pública ou pop star.

Isso certamente ele herdou do exemplo que teve em casa. Desde que foi negociado com o Barcelona, depois de se destacar no Santos aos 17 anos, Neymar esteve envolvido em inúmeras passagens que provam a completa falta de noção (ou de Educação, como queiram) do atleta.

Na ocasião descobriu-se um esquema envolvendo o senhor Neymar pai, na prática o empresário do jogador. A venda fora anunciada por 57 milhões de euros, mas na verdade chegou a 95 milhões de euros. A empresa N&N, controlada pelo pai do atleta, recebeu 40 milhões de euros do Barcelona, sem ser a detentora de direitos econômicos do jogador, enquanto o Santos, clube que o projetou e que detinha os direitos contratuais, recebeu apenas 17 milhões de euros, isso sem falar dos bônus recebidos por fora por Neymar pai e Neimar JR pela transação.

Na Espanha o Presidente do Barcelona caiu, porque não conseguiu explicar a origem e o destino da grana da compra de Neymar Jr. Aqui ficou tudo por isso mesmo, apesar de se saber que Neymar pai foi o atravessador da negociata. O Santos acabou prejudicado.

E apesar da negociação fechada, Neymar ainda foi escalado para jogar contra o próprio clube que adquiriu os direitos sobre o atleta, na decisão da Copa Toyota em 2014, numa demonstração de completa falta de ética para com o torcedor, que ainda não sabia da transação.

Logo descobriu-se um esquema de sonegação fiscal envolvendo Neymar e seu pai. Neymar teria utilizado as empresas controladas por seu pai – Neymar Sport e Marketing, N&N Consultoria e N&N Administração de Bens – para não pagar pelo menos R$ 63,6 milhões de impostos entre 2012 e 2014.

Ao chegar a Espanha, Neymar Jr sentiu o peso de sua falta de educação. Recebeu críticas de torcedores e da imprensa esportiva pelo mau hábito que adquiriu no Brasil de cair em campo por qualquer coisa, o famoso “cai-cai”. Com Messi e Suarez dividindo as atenções e as glórias de seu clube, Neymar Jr foi transferido para o Paris Saint Germain, onde teria mais chances de brilhar sozinho.

Os encantos de Paris enchem os olhos de qualquer um, para o bem e para o mau. A estrela de Neymar ainda brilhava dentro dos gramados, mas seu excesso de individualismo continuou pesando na hora de reclamar das arbitragens e dos adversários. Com Neymar o PSG seguiu vencendo o fraco campeonato francês, mas não foi longe na pretensão de vencer competições europeias. Outros craques surgiram e já se fala abertamente na transferência de Neymar para outro clube.

Na seleção da CBF Neymar usou e abusou da individualidade e ainda chegou a ser premiado com a braçadeira de capitão, posto para o qual jamais esteve preparado. O fracasso da Copa no Brasil fez com que o jogador aumentasse o tom de suas querelas, tanto com árbitros com adversários. A seleção era e continua sendo Neymar e mais dez. Foi expulso contra a Colômbia numa Copa América e a seleção não prosperou.

Recentemente agrediu um torcedor que o provocou, demonstrando que aos 26 anos continua com os nervos fora de controle. Agora, em plena preparação para a Copa América, se vê envolvido em mais um problema, desta vez com uma mulher que o acusa de estupro.

Dadas as circunstâncias nebulosas que envolvem o caso, Neymar tratou de se defender cometendo o erro de expor imagens e conversas que teria tido pela internet com a suposta vítima, o que só depõe contra ele. Isso mostra mais uma vez o destempero e o despreparo de Neymar.

Ninguém discute o futebol e o valor de Neymar JR dentro de campo. No entanto, sua carreira se transformou num problema para técnicos, empresários e empresas que associam seus produtos a ele.

Se o Brasil fosse um país em que houvesse noção clara de limites e de justiça, Neymar JR seria afastado da seleção nacional até que se esclarecesse a questão. Muitos dirão que não, que isso é problema dele fora de campo. Acontece que o futebol se transformou num grande negócio e a imagem de Neymar também está associada ao da própria seleção de seu país, dada a importância que ele assumiu no esporte.

Enfim, Neymar é a expressão do chamado novo rico, que ganha muito dinheiro mas parece não ter um pingo de educação e não está nem aí para nada. Sua imagem acaba sendo associada ao que há de pior na sociedade brasileira, o malandro espaçoso, personagem insuportável por onde passa.

Quem melhor alertou sobre a carreira de Neymar JR foi o experiente treinador Renê Simões, ainda em 2010: “Eu poucas vezes vi alguém tão mal educado quanto esse rapaz Neymar. Está na hora de alguém educar este rapaz ou nós vamos criar um monstro no futebol brasileiro. Ele é o senhor todo poderoso dentro de campo e ninguém está fazendo absolutamente nada”. Renê só não poderia imaginar que o monstro sairia de dentro dos gramados para agir da mesma forma fora dele.