Diálogo para a construção de uma alternativa popular em 2018

05/03/2018

Queiramos ou não estamos em um ano importante para o país. Desde 2014 os resultados da economia colocam o Brasil na esteira das republiquetas, com desemprego em alta, recessão e queda vertiginosa da qualidade de vida. Muitos que tinham trabalho perderam e os que não perderam aceitam o que for possível. A sangria desatada desde o segundo governo Dilma e impulsionada pela quadrilha golpista atinge trabalhadores, jovens e setores da classe média.

Um país com mais de 200 milhões de habitantes, com tantas demandas e possibilidades não aguentará mais quatro anos de recessão, corrupção, desmandos e esquemas que privilegiam uma ínfima minoria. Portanto, chegou a hora das forças populares, ainda dispersas, somarem energias. Não basta aguardar o lançamento de candidaturas (por mais bem intencionadas que sejam) para debater uma aliança para mudança, a partir de situações já dadas.

O caminho que pode pavimentar este processo passa por baixo, por um diálogo construído pelos movimentos populares de todos os matizes. Movimentos de luta pela moradia, pela terra, indígenas, quilombolas, lgbts, sindicalistas, povos da floresta, gente das favelas e periferias, artistas, juventude, etc.

Quem sabe a construção de um grande encontro de base, que misture essa gente e elabore um programa mínimo de reformas populares? Com base na riqueza desse tipo de experiência será possível entregar o resultado de todo esse diálogo aos candidatos comprometidos com as lutas populares e criar as condições para uma aliança político-eleitoral.

Com todo respeito aos partidos da esquerda socialista, infelizmente o momento não é para uma saída revolucionária. Será fundamental que o povo brasileiro tenha uma alternativa popular, para evitar o pior: que uma candidatura urdida e financiada pelo “mercado” vença as eleições de 2018 e que tenhamos mais quatro anos de arrocho, desemprego, destruição dos serviços públicos e da frágil democracia que sobrevive aos trancos e barrancos.

O que menos importa hoje é o lançamento de candidaturas, embora haja prazos e exigências burocráticas a cumprir. O mais importante é construir esse diálogo por uma alternativa popular, a partir de um programa construído por baixo, compromissos claros e um método de fazer política efetivamente horizontalizado, ensinando e aprendendo todos os dias.

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