Orgulho do preto*

14/11/2017

É preto, é coisa de preto

O samba de Cartola, Paulinho e Clementina

A engenharia dos irmãos Rebouças

O futebol de Leônidas, Didi e Pelé

 

É preto, é coisa de preto

O maior espetáculo da Terra

A literatura de Machado e Carolina de Jesus

A prosa de João do Rio e a crônica de Lima Barreto

 

É preto, é coisa de preto

O sax de Pixinguinha

O piano de Chiquinha

A elegância harmoniosa de Aniceto

 

É preto, é coisa de preto

O cinema de Pitanga e Ruth

A farofa dos terreiros

A feijoada de todos os brasileiros

 

É preto, é coisa de preto

A gargalhada de Grande Otelo

A determinação de Marighella

A palavra sábia de Milton Santos

 

É preto, é coisa de preto

São Jorge virado em Ogum

O amor declarado de Oxum

E a padroeira de Aparecida

 

É preto, é coisa de preto

A liberdade conquistada

a ferro e fogo

Sob a liderança de Zumbi e Dandara

 

É preto, é coisa de preto

O verso cortante de Cruz e Sousa

O martelo desconcertante do Aleijadinho

O pastoreio dos pampas do Negrinho

 

É preto, é coisa de preto

A dignidade de Luísa Mahin

A destreza de João Cândido

A tenacidade de Abdias do Nascimento

 

É preto, é coisa de preto

O que de melhor esse país produziu

E quem não gostou ou não entendeu

Que tome outro rumo

Ou, como diz aquele samba, “Vá pra longe do Brasil”.

 

* Com base no artigo de Aydano André Motta para o Projeto Colabora

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