Rio, Pezão, Paes e companhia

03/03/2016

Em plena data de comemoração dos 451 anos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, a Prefeitura e o governo do Estado promovem uma verdadeira operação anti-cidadão. Reféns que estão dos serviços privatizados, os cariocas e fluminenses se sentem largados às traças pelas autoridades municipais e estaduais.

As linhas de ônibus da capital foram fracionadas, de tal maneira que quem tomava uma, agora passou a tomar duas ou mais conduções para se deslocar pela cidade. Ninguém mais sabe ao certo que linha passa nos pontos de ônibus.

A Prefeitura, em acordo com os empresários do Rio-ônibus, acabou com dezenas de linhas e criou pontos de baldeação entre as que ficaram e as que foram criadas. Pontos-finais foram deslocados e a população está perdida. Quem ganha com isso são as mesmas empresas, que agora exploram os BRT e ainda comandam o esquema do RioCard.

Ao mesmo tempo o prefeito brinca de VLT, anunciando um serviço novo, que em verdade existe em grande parte da Europa há mais de uma década. Seu candidato ainda promete a extensão do VLT até a Zona Sul, em clara mensagem eleitoral.

Mas basta uma boa chuva de verão cair sobre a cidade e o Estado que a realidade fala mais alto. Ruas alagadas, bueiros entupidos, lamaçal, árvores caídas, carros boiando, enfim, um caos. Em algumas cidades, como Maricá, Saquarema e Araruama, alguns mortos e centenas de famílias desabrigadas. A culpa só pode ser de São Pedro! Para tirar o seu da reta em ano eleitoral, o prefeito de Maricá, até então unha e carne com o PMDB, decidiu chutar o balde do governador, mandando tomar naquele lugar.

Pezão não pode mesmo ser levado a sério. Troca secretário, corta orçamento, vira e mexe e não dá uma dentro. Vai torrar R$ 3 milhões para incinerar medicamentos com prazo de validade vencida. Agora, depois das trapalhadas e da roubalheira na saúde pública, a população ainda terá que enfrentar uma greve dos professores e funcionários da rede pública de Educação.

Os professores reclamam do projeto que aumenta de 11% para 14% o desconto da previdência, os servidores de escolas da falta de concursos e os estudantes das péssimas condições das escolas, com turmas de mais de 50 alunos e sem ar condicionado. O funcionalismo estadual está em pé de guerra, com atrasos de pagamento, parcelamento de décimo-terceiro salário e outras mazelas.

E assim vai-se desenhando o cenário para 2016. Ano de mais Operação Lava-Jato, de Olimpíadas no Rio e de eleições municipais.

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