Está correto o deputado federal Ivan Valente, quando diz em seu artigo na Folha de São Paulo (Que alternativa o Brasil precisa?) que “o PSOL não esconde suas opções e se orgulha de ser de esquerda”. Não deve esconder mesmo. No entanto, ao tratar das eleições presidenciais de 2014, sua conclusão foge ao mais elementar do raciocínio marxista, quando afirma que o partido lançará candidato próprio.

 

Ao propor isso Ivan Valente menospreza as condições concretas e a própria subjetividade da massa do eleitorado no Brasil de hoje. Lamentavelmente os processos eleitorais no Brasil estão eivados de despolitização. Não há espaços para partidos, mas para candidatos. As campanhas são personificadas. A ampla maioria não vota por ideologia, mas por critérios muito mais subjetivos: simpatia, coragem, religiosidade, etc.

 

Em geral o eleitor brasileiro vota pela soma de dois fatores: a credibilidade e a imagem que o candidato apresenta. Por isso, os marqueteiros fazem tanto sucesso e os processos eleitorais são transformados em meras peças publicitárias, nas quais se vendem produtos. Infelizmente os produtos vendidos e comprados nestes casos têm graves conseqüências para a maioria da sociedade.

 

O distanciamento da esquerda socialista brasileira da realidade popular é tamanha que ela só alcança um público extremamente minoritário da população. Nos últimos anos o único fenômeno da esquerda que quebrou esta barreira e conseguiu dialogar com parcelas mais amplas de nosso povo foi a ex-senadora Heloísa Helena.

 

Mas isso não aconteceu pelas propostas e programas de seu partido, por mais justas que sejam, e sim pela sua coragem, pelas palavras secas e fortes dirigidas contra os poderosos, pelas lágrimas sinceras que rolaram de seus olhos, manifestações que encontraram eco e calaram fundo no sentimento de uma parcela da população.

 

Ora, se Heloísa não se dispõe a ser candidata à Presidência e se o Psol não tem outro nome à sua altura, as condições para dialogar com o eleitorado se tornam muito mais difíceis. A experiência com a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio em 2010 já provou isso. Plínio expôs com bravura e objetividade as contradições da realidade brasileira e as propostas do Psol. No entanto, o eleitorado progressista preferiu Marina. Por que?

 

Por que Marina é radical? Por que Marina é mais ou menos socialista? Não! Porque a figura e a credibilidade de Marina, identificada com a defesa do meio-ambiente, falaram mais alto do que as propostas do Psol e o discurso de Plínio.

 

É evidente que Marina não é anticapitalista e nem de longe socialista. É evidente que a tal Rede é flexível, catando cacos à esquerda e à direita. Nos tempos em que atuava no PT, Marina Silva pertencia às alas mais moderadas daquele partido. No entanto, o PT no governo foi tão à direita que Marina foi excluída do governo e saiu do PT e hoje pode se apresentar como alternativa. Uma alternativa à falsa polarização entre PT e PSDB, que na essência defendem as políticas econômicas semelhantes.

 

Marina assumirá na campanha compromissos com a radicalização da democracia, o que por si só já se chocam com o grau de concentração de capital e de poder em nosso país. E certamente Marina poderá assumir compromissos mais amplos com a esquerda se os partidos da esquerda socialista a ela se aliarem nesta empreitada.

 

Se afastar de Marina e atacá-la publicamente é um mau começo para o Psol na disputa eleitoral de 2014, até porque se choca com boa parte de seu próprio eleitorado. Talvez o melhor agora fosse abrir um amplo debate na base sobre o rumo que o partido deve tomar na eleição presidencial que se avizinha. Caberá às suas direções e lideranças mais sensíveis colocar a discussão em pauta e traçar uma política que não leve o partido para o isolamento ou a armadilha de uma coligação com outros partidos inexpressivos e sectários. Ainda há tempo para isso.

 

(*) Henrique Acker

(jornalista, radialista e fundador do PSOL)

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As cenas de selvageria que o Brasil e o Mundo assistiram na “desocupação” das instalações do antigo Museu do Índio, no Rio, demonstram o tratamento que a civilização ainda dispensa aos nossos ancestrais: desprezo, preconceito e violência do Estado.

Digo nossos porque qualquer brasileiro tem em seu DNA um pouco de tudo nesta grande aldeia que chama Brasil. Com Pedro Álvares Cabral e suas caravelas veio a invasão do colonizador, preocupado apenas em extrair e enviar riquezas para a Coroa portuguesa. Os nativos só tinham uma escolha: se submeter e trabalhar para o invasor. Como a maioria nunca aceitou a escravidão foi aos poucos sendo dizimada.

Desde 2006, a partir de um encontro em que debateram a necessidade de resgatar a resistência da Confederação dos Tamoios – uma ampla aliança dos povos indígenas que rejeitava o domínio do colonizador, arregimentando tribos de uma faixa de terra da Bahia até São Paulo – alguns indígenas decidiram ocupar o que sobrou do antigo prédio do Museu do Índio, no Maracanã.

Lá permaneceram por esses anos, num prédio que estava em ruínas e que não teve qualquer atenção por parte dos governos que se sucederam. A ocupação sempre um valor muito mais simbólico, místico, como tudo que envolve a cultura indígena. Com a definição do Brasil como país-sede da Copa do Mundo de futebol de 2014, veio o projeto de reforma do Maracanã.

As obras, que já vão a cerca de 1 bilhão de reais, são bancadas com dinheiro público e o projeto inclui o fim do Julio Delamare, do Célio de Barros, da Escola Friendreich e do antigo Museu do Índio. O governo Sérgio Cabral já anunciou que a administração do complexo do Maracanã será entregue a um grupo privado. A área do antigo Museu do Índio seria destinada a um estacionamento, mas a resistência dos ocupantes fez Cabral mudar de idéia e falar num tal Museu Olímpico.

Mesmo depois da decisão da Justiça, que ordenava a desocupação do imóvel, os indígenas decidiram resistir. Querem uma garantia de que o espaço será usado em prol da sua cultura e não da cultura grega, que já tem museus suficientes para sua exaltação. Quando tudo se encaminhava para uma solução pacífica a Tropa de Choque da PM invadiu o local, soltando bombas e disparando balas de borracha.

O espetáculo dantesco generalizou em pancadaria, com a revolta dos manifestantes que ocupavam o canteiro entre as duas pistas da Avenida Radial Oeste. Bombas de gás, pancadaria, corre-corre, todo tipo de autoritarismo que se viu nas imagens da TV.

O Cabral invasor estava a serviço de um dos impérios mais fortes de sua época: a Coroa de Portugal. O Cabral governador está a serviço do império global, que se apropria do território para seus negócios. O Cabral de ontem podia fazer o que bem quisesse porque poucos saberiam. Já o Cabral de hoje nem imagina a repercussão que suas decisões podem ter na aldeia global.

A Copa do Mundo no Brasil e as Olimpíadas do Rio certamente já estão sob desconfiança da opinião pública internacional, tal a quantidade de desmandos e irregularidades. Agora, com as cenas de violência desmedida que vão correr o mundo, o coro dos descontentes vai engrossar ainda mais.  

Filmes em reprise

21/03/2013

Rodízio nas salas de aula

Depois o ministro da Educação reclama da colocação do Brasil no índice de IDH, calculado pela ONU. No Rio Grande do Norte escolas públicas estão promovendo rodízio de 20% dos alunos, devido à falta de professores. Aqui no Rio, uma creche da Rede Municipal, em Santa Cruz, também adotou esta mesma política, por falta de orientadores e funcionários. Se essa moda pega…

De novo na Serra

Mais uma das repetidas tragédias de verão na Serra Fluminense. Dezenas de mortos (29 até aqui) em Petrópolis, centenas de desabrigados e desalojados, casas destruídas e obras que não saem do papel. As prefeituras não entregam projetos e os governos federal e estadual não repassam as verbas prometidas. Das seis mil casas prometidas aos desabrigados das chuvas de 2011, nenhuma foi concluída até agora…E quando concluem as obras milionárias os resultados são vergonhosos: dois prédios para os sobreviventes do desabamento do Morro do Bumba (Niterói), em 2010 estão com a estrutura comprometida e terão que ser reconstruídos.

SUS para todos

Deprimente o tratamento dispensado pelos órgãos de saúde pública aos pacientes renais crônicos no Rio. Por falta de equipe no Hospital Geral de Bonsucesso, duas crianças morreram à espera de transplantes. Outras tantas estão na fila, aguardando que as autoridades da saúde contratem e paguem salários dignos aos médicos. Talvez a solução seja mesmo obrigar todos os membros dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário a matricularem filhos e netos em escolas públicas e a se tratarem em unidades públicas de saúde.

Lulinha paga a conta de campanha

Em busca de contratos que lhes garantam expansão dos negócios no exterior, empreiteiras brasileiras patrocinaram o recente giro de Lula pela África. Odebrecht, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez bancaram os custos da viagem do ex-presidente de seis dias por Gana, Guiné Equatorial, Benin e Nigéria. Coincidência: na eleição de 2010 a campanha da presidente Dilma Roussef contou com o apoio financeiro de R$ 15,7 milhões da Andrade Gutierrez, R$ 9,8 milhões da Queiroz Galvão e R$ 2,4 milhões da Norberto Odebrecht.

 

Tão complicada quanto a escolha de Bergoglio para Papa é a cobertura da grande mídia brasileira sobre a notícia. Afinal, antes de destacar que ele é argentino, tem 76 anos e torce pelo San Lorenzo D´Almagro, não seria conveniente informar suas opiniões e a que linha pertence dentro da estrutura da Igreja Católica? Tratam o telespectador e ouvinte como criança.

Só consegui obter mais informações sobre a trajetória de Bergoglio, ex-arcebispo de Buenos Aires, lendo a imprensa argentina. É verdade que a Folha de SP fez um especial sobre o novo Papa com boa quantidade de informações e opiniões, mas a TV e o Rádio ficaram nas mesmices, como se Bergoglio fosse mesmo um santo renovador e não pertencesse ao reino dos mortais.

Trata-se de um homem de idéias conservadoras, apegado e intransigente na defesa dos dogmas da Igreja Católica, mas com a preocupação de manter a Igreja próxima dos fiéis. Seus hábitos simples são apenas coerentes com os dos sacerdotes da Companhia de Jesus (jesuítas), que tiveram grande influência na formação da Argentina e de toda a América Latina.

Durante a ditadura militar toda a cúpula da Igreja Católica argentina viu com simpatia o combate à guerrilha marxista. Seus líderes se omitiram, quando não colaboraram com o regime, o que custou cerca de 30 mil mortos e desaparecidos naquele país. Contra Bergoglio pesam acusações de que teria facilitado a detenção de dois padres jesuítas, que sabia dos campos de prisão e tortura e da prática de seqüestro de bebes nascidos em cativeiro e adotados por famílias de militares.

As Mães da Praça de Maio, entidade respeitada internacionalmente por sua luta pelo esclarecimento dos crimes da ditadura, contabilizam cerca de 150 sacerdotes mortos durante o regime militar. A cúpula da Igreja argentina sequer se manifestou publicamente sobre o paradeiro de seus membros e jamais auxiliou na busca de presos políticos.

É desse ambiente reacionário que emerge o nome de Jorge Mario Bergoglio, agora investido de Santo Padre, chefe da Igreja Católica Apostólica Romana. Assim como foi conveniente escolher um Papa polonês para incentivar o desmonte dos regimes não capitalistas no Leste Europeu na década de 90, agora também parece estratégico um Papa latino-americano.

A impressão que fica é que, numa América Latina que cada vez mais rejeita projetos e costumes conservadores, um Papa com este perfil vem justamente para se confrontar com os poucos avanços conquistados nos últimos anos. Vamos conferir.

Um rapaz de classe média alta sai de uma boate dirigindo em zigue-zague nas ruas de São Paulo. Sua gracinha custou o braço de um jovem da periferia, que por força do destino estava ali, no mesmo local e hora pedalando sua bicicleta. Horas depois, o motorista vai à delegacia, acompanhado de um advogado, se recusa a fazer o teste do bafômetro e confessa ter atirado o braço da vítima num córrego.

No Rio, durante uma exibição da Ferrari no Aterro do Flamengo, um dos proprietários convidados perde a direção e atropela duas pessoas. O motorista sai do carro preocupado com possíveis avarias e danos ao seu veículo, enquanto populares socorrem as vítimas. Dali segue para a delegacia e é liberado. A empresa responsável pelo evento garante que tudo estava dentro das normas exigidas e cumpridas internacionalmente.

Esses são apenas mais dois de tantos exemplos da impunidade que ronda os volantes, ruas e estradas no Brasil. Depois que o filho de Eike Batista recebeu carta branca ao matar um ciclista na estrada Rio-Petrópolis, ficou evidente que, no Brasil, os filhinhos de papais ricos estão acima da lei. Até mesmo o perito que constatou que Thor Batista dirigia a 135 quilômetros por hora foi desqualificado e seu trabalho desconsiderado para o processo.

Pais como estes são verdadeiros professores de malandragem. Em vez de puxarem suas crias pela orelha até a delegacia, fazendo-os reconhecer os crimes, contratam advogados a peso de ouro e dão guarida aos seus sucessores. Estão dando aulas de incivilidade, preocupados que estão com suas respectivas imagens e com a preservação de seus projetos de transgressores. Afinal, boa parte desses pais vive na transgressão cotidiana, usando o jeitinho brasileiro e a lei do mais forte.

Punir não é bater, agredir fisicamente. Punir é dar limites, é fazer o filho reconhecer o erro e pagar por ele, da forma que for cabível. Caberia ao mega-empresário tomar os carros de seu filhote e proibi-lo de dirigir, além de levá-lo a juízo para confessar que dirigia em velocidade acima do permitido. Assim como caberia ao pai do brincalhão de São Paulo obriga-lo a fazer o teste do bafômetro e confessar que praticava um crime ao volante quando atropelou e arrancou o braço de outro ciclista.

Ao volante os filhinhos de papai se sentem cada vez mais poderosos. Fazem ali o que pretendem fazer para o resto da vida. Ao pisarem no acelerador sabem que podem atropelar e matar. Pisam no acelerador como quem pisa nas cabeças dos menos afortunados. E daí? Eles têm a certeza de que encontrarão apoio de seus pais, uma legislação cheia de brechas, advogados sem escrúpulos prontos a ganhar muito dinheiro com suas causas e um sistema amplamente corruptível.

Quem serão essas pessoas no futuro próximo? Como vão educar seus filhos? Que exemplo poderão dar às novas gerações?

É deprimente assistir deputados e senadores se digladiando em torno do bolo dos royalties do petróleo. Recursos que a Petrobras é obrigada, por lei, a repassar para compensar possíveis danos ao meio ambiente, causados justamente pela prospecção do petróleo, viraram alvo da cobiça desenfreada de governadores e parlamentares.

Eles não discutem o que será feito com a arrecadação proveniente dos royalties, isso nem está em pauta. Como abutres em busca de carniça caem em cima dos royalties, cometendo as maiores barbaridades. Não há mais bancadas político-partidárias ou um debate profundo sobre o tema, é o verdadeiro “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

É evidente que não há base legal para mudar o destino dos royalties pagos a partir de contratos já estabelecidos. É o caso de se aprovar uma nova partilha desses recursos a partir dos novos contratos, sobretudo os do pré-sal. Ora, se os royalties são justamente para compensar possíveis danos ao meio-ambiente das regiões produtoras, então como dividir tudo por igual? Claro está que os estados produtores devem ficar com a maior parte desses recursos.

Não espanta que um Congresso Nacional formado por gente desqualificada aja da maneira como está agindo. O que espanta é a postura do governador do Rio de Janeiro, em resposta à votação que derrubou o veto da Presidente Dilma. Em seu estilo de menino mimado que não pode ser contrariado, Cabral decretou que não paga mais a fornecedores enquanto o STF não apreciar a Ação de Inconstitucionalidade impetrada pela bancada de parlamentares do Rio.

Ora, que o dinheiro dos royalties não está entrando nas escolas e hospitais é público e notório, dado o descaso com que a saúde e a educação estão sendo tratados no Rio. No entanto, a atitude de Cabral revela outro descalabro: o governo do Estado está pagando fornecedores com o dinheiro dos royalties. Que coisa absurda!

É evidente que os abutres não querem amarrar o destino dos recursos dos royalties, preferem que essa bufunfa vá irrigar os cofres de governos estaduais e prefeituras, como já acontece no Rio e Espírito Santo. Estão se lixando para o destino do petróleo descoberto pela Petrobras, que deve ter novas rodadas de leilões para beneficiar empresas privadas nos próximos meses.

Esse petróleo poderia – como tem sido feito pelo governo da Venezuela – garantir o futuro das próximas gerações de brasileiros, ser aplicado em investimentos sociais e culturais da maior importância. A pobreza do debate sobre a matéria no Congresso Nacional indica claramente a mentalidade dos que estão contra e os que estão a favor. São abutres pairando sobre a carniça do petróleo.

Uma multidão atravessou o Centro de Caracas no cortejo dos restos mortais do presidente Hugo Chavez. Senhoras, jovens, trabalhadores, idosos, gente da capital do interior, todos queriam ver a passagem de seu líder, para lhe render as últimas homenagens.

A emoção, o silêncio e o choro da enorme maré vermelha soam como uma resposta a tantas e tantas calúnias, mentiras e falácias dos últimos anos, envolvendo Chavez e a Venezuela.

De Chavez disseram que era um caudilho, populista e ditador. Nunca se viu um ditador tão amado por seu povo. Caudilho e populista são expressões antigas, cunhadas pelas elites latino-americanas que invejam e tentam ridicularizar todos que conseguem entender e falar a linguagem de seu povo.

Para a grande mídia a Venezuela é o pior dos países para se viver: inflação alta (mas esquecem de dizer que ela sempre existiu e era maior ainda antes de Chavez); economia estagnada (cresceu mais de 5% em 2012 e deve crescer mais de 5% em 2013); violência crescente (o que o próprio governo sempre admitiu como um dos graves problemas a enfrentar).

Ah! Sem contar a falta de democracia. Como, se Chavez se manteve no governo sempre pela voz das urnas? Esqueceram que armaram até um golpe de Estado contra Chavez, em 2002? Para azar das elites venezuelanas e a CIA o povo cercou o Palácio Miraflores e exigiu a volta de seu presidente.

Nem mesmo o noticiário das agências internacionais de (des)informação consegue omitir os avanços nas áreas da educação, da saúde, da moradia e do salário. A Venezuela não é o paraíso, mas todos os indicadores econômicos e sociais dos últimos anos apontam para avanços consideráveis na era bolivariana. E tudo isso foi conquistado numa luta intensa, tenaz, aberta e sem conciliação contra a burguesia criolla.

Chavez se foi e os abutres se apressam a encontrar todo tipo de problema para seu sucessor e o povo venezuelano. Os cenários apontados são os piores possíveis. Esqueceram da crise do capital internacional, que acomete os EUA e a Europa? Bom mesmo deve ser viver na democrática Colômbia…

A caminhada do povo pelas ruas de Caracas não é apenas a homenagem do seu povo a Chavez, mas também o cortejo fúnebre das elites daquele país e da grande mídia conservadora. A imensa tristeza pela morte de Chavez pode significar um novo passo do povo venezuelano rumo a uma sociedade mais fraterna, livre e participativa.

Quem sabe esta maré vermelha se espalhe por toda nuestra América…