Seis e meia da manhã, dois meninos de botas ortopédicas, bermudas azuis marinho e camisas brancas saem correndo de casa. Depois de tomar o café com leite, verificávamos se os passes escolares estavam nos bolsos. Hora de tomar o bonde para chegar a tempo de formar, cantar o hino nacional e entrar em sala de aula.

Era o final dos anos 60 quando eu e meu irmão fazíamos o mesmo trajeto de ida e volta todos os dias. Não precisávamos sair do bairro para estudar e nossos pais quase nada desembolsavam pelos nossos estudos, a não ser a famigerada “caixa-escolar”. Na sala misturavam-se meninos negros, mulatos, morenos, loiros. Do asfalto ou das favelas, filhos da classe média ou de trabalhadores, éramos só mais uma turma do Colégio Estadual Machado de Assis, em Santa Teresa.

No intervalo os meninos jogavam bola de meia, brincavam de pique, enquanto as meninas pulavam corda ou amarelinha, sob o olhar atento dos inspetores. De vez em quando um de nós de excedia e era severamente repreendido. Às vezes uma zoeira na sala, causada quase sempre pelo atraso da professora.

O cenário não era diferente quando galgamos o ginásio, segunda etapa da escala de formação da garotada de então. No Ginásio Estadual Santa Catarina, já com a calça comprida e camisa cáqui, o caminho era mais tortuoso, porque era preciso baldear no Largo dos Guimarães e pegar o bonde da linha Carioca-Paula Mattos.

No recreio a velha e boa bola de meia ou de saco de leite enxertada com papel de jornal. Nos tempos em que o professor faltava quase sempre rolava uma batucada nas carteiras, animada pela ginga das meninas mais jeitosas. Na escadaria o barato era olhar a cor das calcinhas das meninas. Algumas, cientes da curiosidade masculina, subiam com a pasta cobrindo o traseiro.

No final da tarde legal mesmo era a bagunça da volta para casa no bonde. Eu e alguns colegas, geralmente no estribo, porque não havia lugar para tanta gente. A molecada brincava, pulava andando lá na frente e pegava de volta lá no rabo do bonde. Alguns abusavam, tirando areia das caixas de freios e atirando a esmo sobre os passageiros. Em geral todos eram educados. Os garotos davam o lugar aos mais idosos. Os motorneiros eram atenciosos, dando o tempo necessário para quem subia ou descia do bonde nas paradas.

Assim como a sala de aula dos colégios do Estado e do Município, o bonde ajudava a democratizar o convívio entre moradores do bairro. Senhoras e senhores de classe média convivendo com donas de casa e trabalhadores das favelas. Os meninos faziam das brincadeiras nos estribos uma forma saudável, ainda que perigosa, de congraçamento.

Não tínhamos maldade, respeitávamos nossos professores, que recebiam salários dignos, e éramos educados num ambiente democrático. Apesar das represálias que sofriam as famílias de esquerda, inclusive na escola, a Ditadura Militar até então ainda não ousara destruir o ensino público.

Hoje não há sombra daquele ambiente nem em Santa Teresa, no Rio ou no Brasil. As classes dominantes já destruíram a escola pública, apartaram os meninos das favelas dos garotos da classe média. Agora só falta acabarem de vez com os nossos bondes.

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Com o anúncio definitivo das cidades-sede e do calendário de jogos da Copa do Mundo de 2014 ficou evidente que o evento não só criará constrangimentos legais para o país, como também alguns belos elefantes brancos.

Manaus, Natal e Cuibá, que estão construindo suas arenas (antigamente era estádio) ao custo de R$400 a R$500 milhões cada, receberão três jogos. Acontece que nestas três cidades os campeonatos estaduais são extremamente esvaziados e nem os clubes de maior torcida local estão motivando os torcedores. No campeonato amazonense deste ano, de um total de 80 jogos, registrou-se a presença de um público de 38 mil pessoas.

Isso significa que depois da Copa essas cidades terão belos estádios para as moscas, a não ser que sejam transformados em praças de grandes espetáculos. Até para isso seria preciso um mega-calendário de festas e shows, o que não está dentro do razoável para as três cidades.

Já o nosso Maracanã, coitado, deve receber seis jogos, incluindo a decisão. A seleção brasileira só jogará no Mário Filho (será que vão mudar o nome também?) se chegar à final da competição. Derrubaram tudo, desrespeitaram o tombamento pelo Patrimônio Histórico e estão reformando o estádio pela bagatela de R$ 1 bilhão para que? Corremos o risco de sequer ter o direito de assistir nossa seleção pisar no novo gramado na Copa que será realizada no Brasil.

A FIFA, que virou uma agência internacional de promoção de eventos futebolísticos, quer porque quer impedir a meia-entrada para menores e idosos, além de tentar impor penas draconianas para quem for pego comercializando produtos piratas da Copa e liberar a cerveja nos estádios. Isso sem falar da exclusividade de patrocinadores.

Mas para quem sonha em assistir aos jogos ao vivo, nos estádios, é bom colocar as barbas de molho. É que uma parte dos ingressos é reservada aos convidados, outra aos turistas estrangeiros, através de pacotes de agências de viagens, e o que sobra (20%) é reservado ao público local.

Trocando em miúdos: nós bancamos o espetáculo com dinheiro público, vemos nossa legislação ser atropelada pela FIFA e sequer temos o direito de comer um pedaço do bolo. E ainda vamos ficar depois da festa contabilizando os prejuízos dos estádios-arenas. Só pra aumentar ainda mais a nossa dívida pública. Tem gente batendo palmas para este circo, dizendo que vai trazer divisas para o Brasil. Não é lindo isso?

A Ata de reunião de 16 de setembro de 2008, da Central Logística, empresa do Estado que administra os bondes de Santa Teresa, é uma prova de crime cometido contra o Patrimônio Histórico do Rio. Ela documenta a Resolução 197/08 da Diretoria Executiva, cujo Presidente é ninguém menos que o atual secretário de Transportes, Julio Lopes (que assina a Ata), de doar 20 toneladas de aço e 40 de ferro do sistema de bondes.

A comprovação do crime está num depósito, na Região da Leopoldina, aonde foram feitos registros fotográficos da sucata “doada” a ONG Riosolidário, que tem por Presidente a senhora Adriana Ancelmo, ninguém menos do que a esposa do senhor Governador, Sérgio Cabral.

Curioso é que ninguém consegue encontrar 12 dos 18 bondes que pertenciam ao Sistema de Santa Teresa, o único que restou em todo o Brasil. Não estão na oficina de Santa Teresa e tão pouco no pátio da TTrans, empresa contratada para reformar os bondes. São veículos com mais de 100 anos de existência.

Ora, se cada bonde pesa em torno de 8 toneladas, basta fazer a conta para perceber que os 12 bondes restantes provavelmente viraram sucata mesmo. Toda a documentação estava de posse do vereador Paulo Messina, que enviou cópias para a imprensa e o Ministério Público. Se a sucata da Leopoldina não é dos bondes, afinal, aonde eles foram parar? Tomaram Doril ou Redbull?

Isso significa que autoridades do Estado simplesmente descumpriram a lei de Tombamento dos Bondes, que determina a preservação do sistema, inclusive de todas as peças dos bondinhos em seu modelo original. Desmontaram e doaram Patrimônio Histórico a uma instituição privada. E o mais grave é que a ONG que recebeu o material é presidida pela primeira-dama do Estado. Em qualquer país do mundo isso daria em renúncia…

OBS: Em novo episódio da novela Despejo da Vila Autódromo, o alcaide da cidade do Rio de Janeiro pretendia pagar quase R$ 20 milhões pelo terreno em que estava propondo reassentar as mais de 200 família da favela. Só que a reportagem do Jornal O Estado de SP descobriu que o terreno pertencia a uma construtora que doou R$ 200 mil para a campanha do Dudu. O negócio fedeu e Paes teve que voltar atrás. Até quando?

Terceiro tempo

17/10/2011

O ministro dos Esportes, Orlando Silva, teve mais uma vez seu nome citado em confusões que atentam contra a conduta de uma autoridade da República. Depois do uso do cartão corporativo para comprar sorvete de tapioca e pagar hospedagem da família no Copacabana Palace, trapalhadas de um moço, agora a coisa é chumbo grosso.

A revista Veja, especialista em cavar a queda de ministros do governo Dilma, publicou reportagem com depoimentos de pessoas que atestam terem entregue dinheiro vivo a Orlando Silva, como parte de um acerto para incluir suas ONGs no Programa segundo Tempo, do Ministério dos Esportes.

Com ou sem provas, o fato é que Silva se torna alvo de um imbróglio que o fragiliza ainda mais, diante das confusões envolvendo as exigências da FIFA para a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O Ministério dos Esportes assume importância capital nos próximos anos, com o calendário que inclui ainda a organização das Olimpíadas de 2016.

Orlando Silva, como quase todas as figuras públicas do PCdoB, é egresso dos quadros do movimento estudantil, tendo sido presidente da UNE. Como se sabe a UNE também foi alvo de diversas denúncias, por conta das carteirinhas estudantis que passaram a ser emitidas pela entidade, que monopolizou sua produção e distribuição em todo o país. As denúncias indicavam que as gráficas e tudo que envolvia a produção das carteirinhas da UNE era ligado ao PCdoB, como forma de arrecadação do Partido.

Sabe-se que o Ministério dos Esportes é um feudo político do PCdoB desde o primeiro governo Lula e Dilma não quis mudar. Também se sabe que existem muitas denúncias sobre este tal Segundo Tempo, programa que vincula verbas do Ministério diretamente a ONGs, muitas das quais dirigidas e sob influência direta do PCdoB. Estranho que um Ministério não desenvolva um programa através de estados e municípios.

O ministro nega veementemente as acusações e chama os denunciantes de “bandidos”. Mas no caso os bandidos até pouco tempo atrás também eram filiados ao próprio partido de Silva.

Não se pode acusar Orlando Silva de propineiro, de ter recebido dinheiro em seu nome ou para interesses pessoais, sem que haja provas cabais a respeito. Mas no caso isso parece ser o menos importante. O que pode ser apontado como gravíssimo é a existência de um esquema de arrecadação de verbas de um Partido de esquerda, através de uma estrutura ministerial que mexe com dinheiro público. Aí a coisa complica. Com a palavra o PCdoB.

Incrível como a loucura do capital financeiro contaminou a sociedade de tal maneira que agora quem era devedor virou credor. Desde 2008 esperava-se punições aos senhores banqueiros e seus executivos, que trataram de empurrar uma ciranda financeira a um sistema já irracional, que explodiu com a inadimplência da bolha imobiliária nos EUA.

Não só as punições não aconteceram, como os salários e bônus elevados desses agiotas engomadinhos continuaram a ser pagos. E mais: bancos e financeiras foram “socorridos” com dinheiro dos impostos pagos pela população. A cara-de-pau é tamanha que os governos da França e da Bélgica acabam de “nacionalizar” o Banco Dexian, com uma injeção inicial de 4 bilhões de euros.

Agora governos da Grécia, Espanha, Irlanda, Portugal e Itália repassam a conta para seus povos, cortando salários, empregos, aposentadorias, privatizando estatais e reduzindo os investimentos públicos.

Socorrer bancos não é uma novidade no Brasil, como no caso do Proer do governo FHC, que injetou 24 bi na conta de bancos ameaçados de falência por má gestão. No governo Lula eles foram agraciados com a redução do depósito compulsório que deveriam repassar ao Banco Central, além dos juros mais elevados do mundo, é claro.

O que é mais curioso de tudo isso é que bancos franceses e alemães estão cobrando medidas cada vez mais duras contra a população dos países que se endividaram para salvá-los da falência. E os governantes, de joelhos, aplicam a receita amarga do FMI, a mesma que vimos ser aplicada aqui nos anos 80 e 90. Dela nos resta uma dívida pública (interna e externa) ilegal e ilegítima, cuja estimativa é de R$ 1,6 trilhão, que nos custa anualmente 45% de todo o Orçamento do país.

Não dona Dilma, definitivamente nós não somos modelo para ninguém, somos exemplo do que representa a subordinação de governos ao capital financeiro, sem sequer realizar uma Auditoria da dívida que garante a vida boa dos nossos credores, enquanto gastamos míseros 3,9% do Orçamento com Saúde e algo em torno de 2,5% com Educação.

E todo o mundo sabe que se a Europa reduzir seu consumo e a China reduzir sua produção, os fornecedores de matérias-primas, como o Brasil, vão sofrer as conseqüências desta crise. Em resumo: o capital especulativo criou a crise e nos repassou a conta.

Vila Autódromo é o próximo endereço da política de remoção do governo do Rio. Às margens da Lagoa de Marapendi, na Barra, vizinha da Cidade do Rock, a antiga vila de pescadores virou favela nos anos 70. Seus moradores deram o azar de estar no caminho do Parque Olímpico, que será erguido numa Parceria Público-Privada, na área do Autódromo Nelson Piquet. Pior pra eles…

Na verdade a Vila Autódromo ocupa uma pequena faixa de terra vizinha ao que será o futuro Parque Olímpico e sua remoção sequer estava prevista no projeto original. As 236 famílias e quase mil pessoas que ali residem deverão ser levadas para um conjunto habitacional, com apartamentos de metragem menor do que a ONU considera habitável (42 m2), em mais um empreendimento do PAC.

O que está por trás disso? Uma política habitacional séria e voltada para o cidadão? Não, apenas o fato da empresa que vencer a licitação para erguer o Parque Olímpico ficar com 75% da área de 1,2 milhão de m2 do atual Autódromo, que restarão livres para a construção de condomínios residenciais, hotéis e comércio. É claro que os “empreendedores” não querem uma favela na vizinhança dos seus negócios.

De acordo com levantamentos feitos por movimentos populares, cerca de 12 mil famílias já foram removidas para dar lugar a empreendimentos relativos aos Jogos Olímpicos, como as avenidas Transolímpica e Transcarioca. Esses levantamentos – ainda imprecisos – dão conta que além das 230 comunidades de favelas listadas nas chamadas áreas de risco, outras 126 já foram removidas nos últimos anos por conta da política urbana da Prefeitura.

Ninguém mora em favela porque gosta ou porque não paga imposto. Se houver um projeto de urbanização que preveja a construção de moradias dignas, no mesmo local ou próximo, certamente as pessoas vão preferir um novo lar. Afinal, os seres humanos constroem suas vidas e estabelecem relações sociais e culturais onde nascem e vivem. Mas a ganância de transformar a cidade em negócio está atropelando qualquer mísero sentimento humano.

O monopólio privado dos transportes aquaviários de passageiros do Rio, Barcas S.A., acaba de obter mais benesses do poder público. Em audiência pública a Agetransp, que deveria ser uma Agência reguladora e de fiscalização em nome da sociedade, concedeu às Barcas S.A. o direito a novas tarifas em limites que beiram o absurdo.

Sob a alegação de que operou com prejuízo total calculado em R$ 106,5 milhões entre 2003 e 2008, Barcas S.A. sensibilizou os senhores conselheiros, que autorizaram a cobrança de uma tarifa única no valor de até R$ 4,70 em todas as linhas operadas pela concessionária. Perguntas óbvias: 1) De onde vem esse prejuízo? 2) Como a empresa comprova esse prejuízo? 3) Não cabe à Agetransp ter acesso às contas e à contabilidade da empresa concessionária de um serviço que a própria Agência deve fiscalizar?

Na linha Cocotá-Praça XV a empresa vai poder reajustar a tarifa até R$ 25,00! No caso da linha Angra dos Reis-Abraão (Ilha Grande) a tarifa nos finais de semana poderá subir de R$ 14,00 para até R$ 49,55. São tarifas astronômicas que têm por objetivo inviabilizar certas linhas – como se fez extinguindo as barcas da madrugada e os catamarãs Pça XV/Araribóia – e elitizar os serviços em outras.

Para não perder a viagem, os conselheiros da Agetransp ainda homologaram o novo preço da linha mais popular (Pça XV-Araribóia), reajustando de R$2,80 para R$2,92. Cabe lembrar que desde a década de 60 do século passado o transporte de barcas carrega os mesmos 100 mil passageiros /dia, sendo que a população do Rio e Grande Rio mais do que dobrou. E os serviços continuam a desejar.

Como se vê, as privatizações de serviços públicos no Rio e no Brasil são um verdadeiro maná para as empresas e uma dor de cabeça para os usuários. As Agências reguladoras não passam de um centro de homologação dos interesses dos empresários, com conselheiros sustentados com dinheiro público. Um escárnio.

O novo comandante da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, coronel Erir Ribeiro, chega com toda a autoridade que sua história lhe concedeu para enfrentar o Comando Azul. A missão de limpar a PM do Rio é, no mínimo, árdua e vai exigir disposição, firmeza e apoio político da cúpula do Governo.

Sou daqueles que não vê e nunca viu sentido na existência de duas polícias, a não ser pelo fato de que as classes dominantes no Brasil sempre fizeram da PM uma extensão direta do seu aparato de repressão aos movimentos sociais e aos pobres do campo e da cidade. A história confirma que em seu nascedouro a força policial imperial tinha entre suas missões a caça de “negro fujão”.

Com soldados mal recrutados, mal treinados e mal remunerados, a PM coloca nas ruas um contingente extremamente despreparado para fazer cumprir a lei, garantir a segurança pública e enfrentar o crime. Com uma arma na mão, uma farda e um distintivo qualquer sujeito despreparado acredita que pode tudo, inclusive burlar a própria lei que ele jurou defender.

Os salários irrisórios (em torno de R$ 1.000,00) são um atrativo a menos para aqueles que são tentados a delinqüir, fazendo uso da extorsão de contraventores (bicheiros e traficantes varejistas), vendendo armas ou mesmo armando blitzen para completar o valor da caixinha do Batalhão. Para muitos o velho truque do auto de resistência serve para ocultar o instinto criminoso, valendo-se da desculpa da “troca de tiros” e do “socorro ao ferido” que, invariavelmente, chega morto ao hospital.

Há ainda o bico, uma forma de complemento salarial das horas de folga dos policiais. Quase sempre esse bico está associado à segurança privada de empresas e gente rica. Por trás dessas atividades estão muitos oficiais, que recrutam mão-de-obra nos próprios quadros de seus batalhões. E os governos agradecem, porque se vêem livres de pagar salários dignos aos policiais militares.

O assassinato da juíza Patricia Accioli, em agosto deste ano, foge dos limites da ação de grupos de traficantes varejistas. Trata-se de um modus operandi típico de grupos mafiosos, estes sim podem ser denominados “crime organizado”, que estavam incomodados com a postura firme da magistrada. E o principal suspeito não é qualquer cidadão, mas simplesmente um comandante de batalhão, ex-comandante do BOPE, tido como tropa de elite da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Daí a gravidade da questão.

Erir Ribeiro, que ficou conhecido por sua corajosa atitude frente aos apelos suspeitos de um ex-secretário do Governo do Estado em 2003 (atual deputado estadual), parece ser um homem honrado e honesto. Resta saber se suas atitudes para desbaratar o Comando Azul e as Milícias serão aceitas pela cúpula do Poder Executivo no Estado e suficientes. Vamos observar para ver.