Muita realidade…

30/07/2009

Pés-de-chinelo são elevados a perigosos facínoras. E a turma do PMDB?

O governador viajante, Sérgio Cabral, se diz indignado com a autorização da Justiça de “repatriar” três bandidos pés-de-chinelo do crime desorganizado das favelas cariocas para o chilindró de insegurança máxima, no Rio.

Trata os meliantes como elementos de altíssima periculosidade, verdadeiros facínoras, que deveriam permanecer na cadeia de segurança máxima do Paraná. A justificativa é que os bandidinhos em questão estariam de volta ao habitat, próximos de seus negócios, o que facilitaria sua ação.

O absurdo da polêmica é que o Governo do Rio não consegue barrar o contato da bandidagem de dentro dos presídios com seus parceiros de fora. Continua em pleno vapor o expediente de extorsão de pessoas que recebem telefonemas de dentro das cadeias, por supostos seqüestros de parentes.

Cabral parece ter descoberto o Brasil com suas tiradas sensacionalistas e sua conhecida indignação, que visa sempre isentar de responsabilidade o seu Governo frente ao problema da violência e insegurança pública no Rio.

Para os defensores da política do “pau e cassete” é sempre conveniente amplificar as articulações dos bandidinhos das favelas. Assim haverá sempre mais verbas para armas mais pesadas, camburões e caveirões para a Polícia. Difícil mesmo é desmontar o esquema de corrupção e de assassinato em massa da PM do Rio. Ou será que existe interesse nisso?

Enquanto compra uma briga pública para impedir o desembarque e acolhimento dos bandidinhos dos comandos locais em Bangu, Cabral não pronuncia uma palavra sobre a atuação de seu colega e sucessor no senado, Paulo Duque, presidente da Comissão de Ética daquela Casa, que deveria investigar os desmandos de José Sarney e declara não se importar com a opinião pública. Tutti buona genti…

Anúncios